
Se voce parar e pensar, vai ver que tem condiçoes de...ter problemas. Pensando bem, é ótimo quando temos um problema, quebramos a cabeça e resolvemos. Outros problemas, muito mais sérios ja nascem resolvidos. Aí, so temos de nos conformar e entregar a Deus!
Agora amos passar ao primeiro momento: diagnostico de um problema.
Diagnóstico da problemática,Faça uma breve análise do contexto no qual se desenvolve o seu projeto, organização e/ou iniciativa.• A partir de qual a situação política / histórica / econômica / social sua iniciativa se originou?
Vamos a solucionática!
O contexto onde se insere nosso projeto, como um projeto editorial é, evidentemente, gráfico. O mercado editorial gráfico no Brasil, é de 2,5 bilhões de reais por ano, dos quais quase 75%, (1,875 bilhões – dados da CBL – Câmara Brasileira do Livro), é composto de material educacional – livros didáticos tradicionais, de 200 a 400 paginas. Estes livros não se constituem em lançamentos originais. Algumas edições são as mesmas de 15 e até 20 anos atrás. Todos os anos, as capas são modificadas em novas edições, uma ou outra figura ou adendo é colocado e a “nova” edição está pronta.
Na ponta do consumo há dumping. Voce que paga sabe disso!
Não importa o livro de Matemática ou qualquer outra matéria que se queira, todas as livrarias e papelarias vendem por preços praticamente idênticos, não importa o autor. Vendem por série. O governo é o grande comprador deste material didático. Compra cerca de 250 milhões de livros por ano, a um custo de R$ 9,90 a unidade. Das 500 editoras brasileiras, apenas 15 participam da concorrência com o Governo Federal, por limitações concorrenciais, um critério passível de discussão.
Olhem so o problema de logistica!
Realizada a concorrência anual, o material é transferido para Brasília e, de Brasília, para as demais cidades a um alto custo logístico. É comum lermos nos jornais todos os anos que algumas partidas destes materiais não foram entregues a escolas ou foram desviados e vendidos como papel para reciclagem. Este funcionamento de fornecimento ocorre há pelo menos 20 anos.
Quando cultura e educação são dominios públicos!
Historicamente, estes materiais do segmento educacional podem ser considerados “commodities”. Basta nos perguntarmos: quem é o autor de uma regra de três, ou de uma aula de álgebra ou sintaxe. São conhecimentos e metodologias absolutamente estáveis. Uso de parte do texto de Camões, de qualquer outro autor, praticamente idênticos por razoes retóricas são detectáveis em diferentes livros.
Os autores na área de educaçao recebem "rios de dinheiro" de direito autoral? Imagine...
Direitos autorais são pagos a quem, se a lei faculta o uso de partes de texto para fins educacionais? Do mesmo modo, conhecimentos de Botânica, Zoologia, Química, Física – as leis de Newton, por exemplo, todos praticamente idênticos e detectáveis facilmente – a quem pertencem? Esta é uma questão polêmica, mas uma realidade.
Autores recebem, sim, mas nao tem qualquer controle e isso e um problema.
No proximo episodio vamos ampliar nossa reflexão sobre diagnostico e os interesses da cadeia produtiva de educação!
Um abraço a todos!
