sábado, 16 de agosto de 2008

देसफियो


ATÉ NAS PISCINAS SE VÊ O HIMALAIA Ferreira Fernandesferreira.fernandes@dn.pt
फोंट: http://dn.sapo.pt/2008/08/13/desporto/ate_piscinas_ve_o_himalaia.html
Parece que os alpinistas têm uma razão para escalar o Himalaia: porque ele está ali. Em 1972, em Munique, o nadador americano Mark Spitz tinha o seu desafio, o Himalaia, pela frente: o também americano Don Schollander tinha ganho, em JO anteriores, cinco medalhas de ouro. Spitz ganhou as seis primeiras provas em que participou e, aparentemente, chegara ao topo. Tinha ainda uma prova a fazer, onde concorria com o perigoso Jerry Heidenrich. Não se arriscava a empalidecer o seu feito, já garantido, caso perdesse a sétima prova? Mas é isso que têm os cumes do Himalaia, chega-se a um para descobrir outro ainda mais alto. Com o apetite que dá o comer, Spitz mergulhou, nadou e ganhou a sua 7.ª medalha de ouro (cada uma conseguida com um novo recorde do mundo). O maior feito conseguido por um desportista até hoje.

domingo, 3 de agosto de 2008

Os problemas que voce tem de resolver




Se voce é professor e resolve ser editor, num ambiente como o da Internet, que problemas você pretende resolver?


Basicamente quatro problemas: custo de material de ensino, reformatação multimídia e iconográfica do material de ensino, além de auxilio bibliográfico ao professor e aluno, rapidez editorial e logística.

Vamos começar por...
Custo de material de ensino.

A menos que voce esteja querendo pesquisar a Transilvania, fazer uma visitinha ao Drácula, estas coisas bizarras...

Basta pensarmos no custo de um Atlas geográfico. Muitas páginas do Atlas são muito pouco utilizadas ou nunca utilizadas. Caso precise de um mapa de Minas Gerais, basta imprimir do IBGE - UMA ÚNICA folha A4.

Caso precise ler algo de Literatura, existem muitas bibliotecas virtuais que liberam estas obras para impressão. Posso, inclusive ter áudio-books, lidos por artistas, o que amplia os ensinamentos de leitura, por exemplo. Rádios, como a MEC já veiculam poesias brasileiras lidas por grandes artistas como Paulo Autran.

O custo de material multimídia é muitíssimo menor que o custo de impressão gráfico e, muito mais amplo em recursos, como todos sabemos.


Reformatação multimídia e iconográfica

Sabe aquelas imagens dos livros didáticos, super-batidas, que voce nem olha mais...
O material iconográfico utilizado em livros didáticos é muito antigo e não causa qualquer impacto.
Técnicas de digitalização nos permitem fotografar e filmar os eventos para estudo. Podemos fotografar cogumelos nas raízes e cantos úmidos de nosso jardim para uma aula sobre fungos, uma foz de rio com seus problemas e características, o prédio do MAC de Niterói para uma aula de Geometria ou mesmo a estátua de D. João VI montado num garboso cavalo (coisa que, possivelmente, nunca fez) na praça XV, Rio de Janeiro, e que não encontramos em nenhuma aula sobre a vinda da família imperial para o Brasil.


Experimente a rádio kboing na internet!
Podemos indicar músicas do Almir Satter ou cenas da novela Pantanal, disponíveis na Internet de diversas maneiras, caso estejamos tratando do assunto, acervos de museus, dicionários e buscadores, enfim, podemos contextualizar todas as aulas, não importa de que matéria na Internet, divulgando excelentes trabalhos já existentes.




Mostra da música de Almir Sater. Clique no link e escolha sua música no rádio:
Chalana
Tocando em frente
Um violeiro toca
http://www.geocities.com/Baja/Cliffs/5086/diversos/m_trem_do_pantanal.htm
Escute também: Boiada
http://www.terrabrasileira.net/folclore/manifesto/cantores/almir.html


Se voce for um maluco-controlador, tente tutelar um professor...

Fica sempre a critério do professor usar ou não o material selecionado e indicado, ou ele próprio fazer, em rede, com seus colegas, sugestões. Chats e fóruns podem envolver virtualmente alunos de todo o Brasil sobre um certo tema. Todas estas possibilidades já existem, são comuns e já fizemos ou utilizamos em aulas.

Aproveite e de uma olhada neste blog: Guitarras de Coimbra



Auxilio bibliográfico

Imagine um colega que está no interior de "Deus me livre"...onde o vento faz a curva...
Uma web-bibliografia indicando as fontes da aula, sugerindo fontes de pesquisa, sites
selecionados, vídeos selecionados do youtube, por exemplo, podem ajudar um professor ou um aluno do interior do Brasil a se reciclar e ampliar seus estudos ao custo de um click, tendo exemplos absolutamente aplicáveis à pratica.


Olhem so este blog sobre o famoso Cabo da Boa Esperança! Uma familia de brasileiros larga tudo e vai para a Africa! Show de imagens!




Rapidez editorial

Depois o Jo goza os cientistas desocupados...e tem razão!
Desde o ano passado, Plutão já não é mais um planeta. Imediatamente modificamos uma aula de 6ª série, mencionando o fato. Edição na Internet é imediata e on-line.

Logística

Logistica é´o nome bonito para: Putz, como vou entregar esta encomenda em Cachoeirinho Seco...Ai, meu Deus!
Supondo que tenha de enviar 10.000 livros de Língua Portuguesa para Campo Grande, Mato Grosso do Sul, distância de 1.444 km do Rio de Janeiro.


Consideremos o material já produzido intelectualmente. Faço a formatação final e revisões, imprimo, alceio, encapo, embalo, transporte do peso até a transportadora, pago frete e seguro, no Rio de Janeiro.

Eita, trabalhão!


Além de no mínimo uns 15 a 20 dias de edição gráfica, mais dois dias de estrada e um de processamento da carga. Este é o problema básico da produção gráfica. No mínimo 25 dias ou muito mais. Muito provavelmente, pacotes terão diferenças numéricas, pois este sistema de embalagem é feito à mão em algumas gráficas, e terão de ser classificados e estocados para, em seguida, serem distribuídos localmente.

Agora, pense: que tal entregar por e-mail!

segunda-feira, 28 de julho de 2008

Diagnóstico de um problema


Se voce parar e pensar, vai ver que tem condiçoes de...ter problemas. Pensando bem, é ótimo quando temos um problema, quebramos a cabeça e resolvemos. Outros problemas, muito mais sérios ja nascem resolvidos. Aí, so temos de nos conformar e entregar a Deus!


Agora amos passar ao primeiro momento: diagnostico de um problema.


Diagnóstico da problemática,Faça uma breve análise do contexto no qual se desenvolve o seu projeto, organização e/ou iniciativa.• A partir de qual a situação política / histórica / econômica / social sua iniciativa se originou?


Vamos a solucionática!


O contexto onde se insere nosso projeto, como um projeto editorial é, evidentemente, gráfico. O mercado editorial gráfico no Brasil, é de 2,5 bilhões de reais por ano, dos quais quase 75%, (1,875 bilhões – dados da CBL – Câmara Brasileira do Livro), é composto de material educacional – livros didáticos tradicionais, de 200 a 400 paginas. Estes livros não se constituem em lançamentos originais. Algumas edições são as mesmas de 15 e até 20 anos atrás. Todos os anos, as capas são modificadas em novas edições, uma ou outra figura ou adendo é colocado e a “nova” edição está pronta.


Na ponta do consumo há dumping. Voce que paga sabe disso!


Não importa o livro de Matemática ou qualquer outra matéria que se queira, todas as livrarias e papelarias vendem por preços praticamente idênticos, não importa o autor. Vendem por série. O governo é o grande comprador deste material didático. Compra cerca de 250 milhões de livros por ano, a um custo de R$ 9,90 a unidade. Das 500 editoras brasileiras, apenas 15 participam da concorrência com o Governo Federal, por limitações concorrenciais, um critério passível de discussão.


Olhem so o problema de logistica!


Realizada a concorrência anual, o material é transferido para Brasília e, de Brasília, para as demais cidades a um alto custo logístico. É comum lermos nos jornais todos os anos que algumas partidas destes materiais não foram entregues a escolas ou foram desviados e vendidos como papel para reciclagem. Este funcionamento de fornecimento ocorre há pelo menos 20 anos.

Quando cultura e educação são dominios públicos!


Historicamente, estes materiais do segmento educacional podem ser considerados “commodities”. Basta nos perguntarmos: quem é o autor de uma regra de três, ou de uma aula de álgebra ou sintaxe. São conhecimentos e metodologias absolutamente estáveis. Uso de parte do texto de Camões, de qualquer outro autor, praticamente idênticos por razoes retóricas são detectáveis em diferentes livros.


Os autores na área de educaçao recebem "rios de dinheiro" de direito autoral? Imagine...


Direitos autorais são pagos a quem, se a lei faculta o uso de partes de texto para fins educacionais? Do mesmo modo, conhecimentos de Botânica, Zoologia, Química, Física – as leis de Newton, por exemplo, todos praticamente idênticos e detectáveis facilmente – a quem pertencem? Esta é uma questão polêmica, mas uma realidade.


Autores recebem, sim, mas nao tem qualquer controle e isso e um problema.

No proximo episodio vamos ampliar nossa reflexão sobre diagnostico e os interesses da cadeia produtiva de educação!


Um abraço a todos!

Piano, piano se va lontano!


Parei o blog por algum tempo. Sabe como é, freio de arrumação!


Agora estou de volta e com muita consistencia e bastante vontade de trocar idéias.

Neste periodo muita coisa aconteceu! Participei com parceiros de algumas concorrencis publicas e ganhamos, acertei algumas parcerias contratualmente na área academica e tecnológica. Consegui dar consistencia ao projeto.


Entrei em contato com algumas Ongs que apoiam a área de empreendedorismo. Recebi alguns formulários bem interessantes e focados. O foco era, especialmente, a montagem de um projeto na área educacional na Internet. Preenchi e achei que a peça podia ser colocada para discussão.

Assim, resolvi adaptar em pequenos capítulos para o blog e ir descrevendo problemas que qualquer um de nós enfrenta ao pensar empreendedoramente num novo produto.


Vou enviar o primeiro hoje, depois desta introdução.


A cada dois dias mando mais um e quem tiver interesse em discutir ou acrescentar, fique a vontade. A obra é aberta e tijolinho a tijolinho construímos a igreja.


Piano, piano, se va lontano!


Um abraço a todos e boa tarde!